Let’s Talk About [Games] : Castlevania – Symphony of The Night

Por Peron Queiroz

Nunca tive vontade de jogar seriamente um jogo da série Castlevania até me deparar com algumas recomendações consistentes, desse modo,  resolvi ver o que o mais comentado game da série tinha a oferecer. Castlevania – Symphony of The Night foi desenvolvido pela Konami e chegou às lojas americanas em 2 de outubro de 1997.

Este capítulo da franquia se inicia recontando a derradeira batalha entre Richter Belmont e a, até então, última encarnação do Conde Dracula que ocorre em um dos jogos anteriores. Após esse evento, o paradeiro do exterminador de vampiros torna-se desconhecido. Há então um salto de 5 anos no futuro, quando o Castelo de Dracula, também conhecido como “Castlevania”, se ergue novamente. Entra em cena Alucard (note o anagrama), fruto da união entre uma humana e o próprio Conde Dracula, que jura acabar de uma vez com o reinado de terror de seu pai sobre a Terra. Logo no começo da aventura, nos deparamos com um dos personagens mais clássicos da franquia, a Morte encarnada, que tenta convencer o vampiro do bem a não prosseguir em sua jornada restringindo seus equipamentos e poderes. A partir daí, Alucard deve seguir seu caminho pelo labiríntico castelo com o objetivo de descobrir a verdade acerca do desaparecimento de Richter e derrotar o seu progenitor.

 Em termos de jogabilidade, SoTN representa um divisor de águas em sua franquia. Até então, os jogos anteriores eram divididos em fases e basicamente consistiam em avançar e derrotar inimigos. Este aqui se passa inteiramente no castelo supracitado. Dessa forma, o jogador precisa ir avançando por dezenas de salas, revolvendo puzzles e conseguindo novas habilidades para progredir – um processo que envolve muito backtracking (fãs de Metroid se sentirão em casa). As habilidades contemplam características clássicas dos vampiros, como se transformar em névoa, morcego e lobo. É no sistema de batalha que a veia RPG do título aflora. Aqui, temos todas as características clássicas do gênero, como equipar armas (espadas, luvas, cetros), escudos, roupas, etc. Há também os modificadores de status, uso de magias e armas secundárias. As boss battles são especialmente empolgantes, algumas delas são contra figuras carimbadas nos jogos antigos, como a já mencionada Morte e Legion (uma criatura revestida de corpos humanos). O jogo possui múltiplos finais, que serão determinados pelo sua porcentagem de exploração do jogo (pode ultrapassar 260%) e por um dos eventos ao longo da aventura.

Os gráficos são bastante satisfatórios. O jogo utiliza gráficos 2D, com alguns efeitos em 3D ao fundo em certas áreas. Os sprites de Alucard são considerados por boa parte dos fãs como os mais bem animados de todos os tempos – o personagem se move com uma suavidade fascinante. Os ambientes do castelo mostram-se bastante ricos e com uma diversidaque impressiona (área subterrânea, área externa, biblioteca, torres, sala do relógio…).

Outro ponto fortíssimo fica por conta da trilha sonora, composta principalmente pela magnífica Michiru Yamane, que trabalhou em outros Castlevanias e certos títulos da série Suikoden. As composições remetem a um concerto sendo executado por uma orquestra com o acompanhamento de uma banda de rock. Impossível não se empolgar com as músicas, principalmente durante batalhas contra chefes.

Mas nem tudo é perfeito. A dificuldade inicial pode afastar certos jogadores não acostumados com a mecânica de jogo. O ponto negativo do jogo fica por conta da tradução, que não é a mais adequada possível, e a dublagem americana. Os diálogos muitas vezes transitam entre o cômico e constrangedor, principalmente pelas atuações. Isso, infelizmente, aconteceu com muitos jogos na época do Playstation 1.

Basicamente, são esses os motivos que tornarem este o game mais icônico da série. Além disso, é um game que não sofreu muito com as marcas do tempo. Logo, recomendo a todos que nunca jogaram ou queiram relembrar: tirem a poeira do seu velho PS1/Sega Saturn, recuperem aquele velho emulador ou procurem pela rede PSN/XBLA e contemplem a sublime “Sinfonia da Noite” sob a luz da lua cheia!

 Exemplo da gameplay e da trilha sonora:


Chapéus abaixados: 5/5  

Eduardo Vasconcelos.



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